Carol Passos

Crônicas e percepções. Nem tudo que escrevo aqui é real

escrevo a você que caminha em um sentido, que carrega nos ossos o peso do tempo, na pele o registro dos dias e na cabeça cada passo dado: espera. 

aninha o corpo, se cobre bem e respira. o tempo às vezes assusta, mas também acalma. com o tempo mudam as ruas, a cidade, crescem as crianças, caem os cabelos. nele, muito se repete e tudo se torna mais comum. 

se entende que é preciso seguir, pois o relógio não para. é hora de escolher ir atrás do coelho ou ficar debaixo da árvore. 

se contam os anos a cada anel, a cada pedaço de casca que se cria, nos sonhos perdidos, no real alcançado e uma vista cansada, mas presente. eu gosto do tempo com tudo que ele traz, incluindo os longos fios de cabelo que formam um leito no lado direito da cabeça, que apontam pra cima, fortes e grossos.

gosto do que fica com ele, de quem permanece, daqueles que nos veem crescer gigantes e não nos temem, daqueles que nos querem no topo sem invejar ou sumir. a todos que ficam com o tempo e esperam. a estes eu escrevo: fiquem, pois é lindo lá do alto. 

peguem em minha mão e estiquem os olhares para o horizonte: percebam que o caminho é sinuoso, difícil, mas bonito. basta paciência.

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